Resolva suas dificuldades pessoais Codó, Maranhão

Na psicoterapia está muito estendido o uso de metáforas e relatos com o fim de ajudar às pessoas a resolver suas dificuldades. Desde os arquétipos de Jung aos relatos de Erickson. Leia mais abaixo.

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Resolva suas dificuldades pessoais

por Ricardo Ros

Na psicoterapia está muito estendido o uso de metáforas e relatos com o fim de ajudar às pessoas a resolver suas dificuldades. Desde os arquétipos de Jung aos relatos de Erickson, passando pelas doutrinas da Bíblia ou por todos os contos que durante séculos se foram contando às crianças, os usos das metáforas sempre servem para a mesma coisa: influenciar o inconsciente das pessoas. Neste artigo falaremos como se faz para criar metáforas úteis.

Quando Ernest Rossi estudou as metáforas de Erickson descobriu que as metáforas têm duas estruturas, uma superficial e outra profunda. A primeira, a superficial, é o próprio conteúdo da metáfora, e a segunda, a profunda, é onde se encontra o verdadeiro significado que se quer transmitir com a metáfora. A estrutura superficial está formada pelas orações gramaticais que formam o relato e a estrutura profunda pelas relações que se estabelecem a escala inconsciente entre o relato e a situação ou o problema sobre o qual se está falando. A esta relação chamamos busca transderivacional.

A busca transderivacional consiste no mecanismo que faz com que uma pessoa associe a escala inconsciente ao relato que acaba de ouvir com suas próprias lembranças ou sua própria situação problemática e é o que faz com que as metáforas funcionem. Se você diz a alguém a frase “uma preciosa baleia azul”, a busca transderivacional fará com que essa pessoa inicie no seu interior uma busca que lhe dê significado à frase. A busca transderivacional nos obriga a generalizar as experiências e é à base da aprendizagem.

Quando escutamos um relato, inconscientemente tratamos de associar os personagens que aparecem no conto com nossas próprias lembranças ou com nossa própria experiência atual. Isso ocorre, por exemplo, quando alguém conta uma piada e imediatamente nos lembramos de outros parecidos ou quando alguém conta uma anedota e em seguida nos vem à cabeça outra anedota parecida que aconteceu com nós.

Crie uma metáfora em sete passos

Primeiro passo: decida em que consiste o problema ou dificuldade e quem estão implicados. Para isso adote os princípios da boa formulação de objetivos (formulado em positivo, que seja auto-mantido, que seja ecológico, etc).

Segundo passo: identifique os protagonistas. Que personagens intervêm na história real? Há pais e filhos? Há figuras de autoridade? Imagine que tivesse que transformar a situação real em uma obra de teatro, que personagens interviriam?

Terceiro passo: transforme os personagens reais em abstrações, animais ou objetos, mesmo que mantendo as relações referenciais. Talvez os pais podem se converter em Reis ou a personagem de autoridade em um bicho-papão que vive em um castelo. Se estivermos falando de relações interdependentes, é possível que nos sirva transformar os personagens reais em planetas que giram ao redor do sol ou em uma família de coelhos que vivem em uma toca. Quantos mais elementos se transformem e se integrem no relato, mais persuasiva será a metáfora.

Quarto passo: estabeleça as relações entre os personagens inventados. Se estivermos falando de um problema de medo e estamos convertendo à família em planetas, podemos fazer com que o planeta menor tenha medo de sair da órbita ou que seu espaço seja invadido por um planeta exterior.

Quinto passo: busque uma saída, uma solução para o problema. É possível que o planeta pequeno encontre uma forma de evitar que haja invasões que desestabilizem sua relação com o resto do sistema solar.

Sexto passo: conecte a solução com um novo recurso. Que novo recurso necessita o protagonista para vencer com brilho o problema? O pequeno planeta pode dispor, por exemplo, de um raio cheio de carinho que impeça se afastar dos demais planetas.

Sétimo passo: estabeleça uma ponte entre o problema, o recurso e a solução.

Em todo o processo da criação da metáfora é preciso adaptar a linguagem e as personagens à idade e as circunstâncias da pessoa à qual dirigimos o relato. Sem dúvida não é o mesmo uma metáfora para um menino de sete anos que tem medo do nascimento de um novo irmãozinho, que para uma mulher de quarenta que acaba de se separar do marido.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1981

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