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Perguntas freqüentes sobre PNL
- Parte 1
- Parte 2
Por Rafael Sábat
Este texto foi preparado para responder às perguntas e críticas mais freqüentes sobre Programação Neurolingüística. Se bem que o texto é longo, e o mais provável é que as respostas que você procura se encontrem nele.
O que é (e o que não é) a PNL ?
A PNL é um MODELO DA COMUNICAÇÃO HUMANA.
Um MODELO é mais nada e nada menos que uma representação simplificada de um fenômeno, que neste caso reconhece, especifica e descreve o funcionamento de alguns padrões de comunicação que as pessoas usam para se comunicar uma com as outras, e com nós mesmos.
Os modelos de padrões de comunicação empregados com os demais têm muita aplicação em negócios e educação. Os que são empregados pelas pessoas para comunicar-se consigo mesmas são os que têm grande utilidade para os terapeutas.
Um modelo NÃO explica por que ocorre um fenômeno. Tão só mostra seu FUNCIONAMENTO. Um modelo não é nem “certo” nem “falso”: um modelo é “útil” ou “inútil”, ou, “adequado” ou “inadequado” a uma circunstância. Um modelo não pode (nem necessita) ser demonstrado. Quando um modelo se torna obsoleto, se substitui por outro novo.
A PNL se apóia em princípios científicos demonstráveis e em uma série de pressuposições ou axiomas que não são demonstráveis. Se seguem realizando estudos para demonstrar a validade ou não de vários dos princípios e observações da PNL. Muitos desses estudos estão disponíveis hoje em dia na internet para quem deseje estuda-los.
Um modelo pode estar apoiado em princípios inexistentes ou “falsos” (e isso não faz com que o modelo seja inválido). Quando isso ocorre, como dissemos se toma essa base do modelo como pressuposição, axioma ou princípio. Exemplos desse último é a Geometria Euclideana, que se apóia em uma noção axiomática de “ponto” (algo que tem uma só propriedade, sua localização), a psicanálise, que se apóia em uma série de pressuposições em volta do inconsciente humano, e a PNL, que se apóia em uma série de pressuposições em volta do fenômeno da comunicação humana, entre elas o famoso princípio da intenção positiva.
A PNL é um “modelo de aquisição”. Isso significa que modela (representa, especifica) coisas para que possam ser aprendidas, portanto seleciona para moldar os padrões “úteis” ou “bem-sucedidos” e não as patologias nem os erros. Isso também significa que não existe em PNL um critério de “normalidade”: absolutamente nada nem ninguém é “normal” em um modelo de aquisição, pois se avalia um fenômeno em relação a seu grau de adaptação a um contexto exclusivamente. A idéia do “normal”, por outro lado, é indispensável nos modelos “de reparação”, entre os quais se contam precisamente os terapêuticos.
O que não é a PNL? Confusões, riscos freqüentes e advertências
Confundir um modelo com uma ciência
A PNL NÃO é uma ciência, por mais que alguns entusiastas (bem intencionados talvez, mesmo que equivocados) se empenhem em afirmá-la. Portanto, carece de respostas para muitas das perguntas que se fazem. Quando as perguntas se referem a fenômenos que escapam ao alcance do modelo, que é muito limitada, a falta de resposta não se deve a carências do modelo, mas ao excesso de otimismo de quem pergunta.
Advertência 1: A PNL está cheia de buracos, já que atua sobre um campo muito limitado. A PNL NÃO é a pedra filosofal. Como todo modelo recente, está em pleno desenvolvimento, carece de respostas para todas as perguntas.
Confundir as pressuposições de PNL com afirmações demonstráveis em volta da realidade
Um bom Programador Neurolingüístico esclarecerá sempre que vários dos princípios em que se apóia a PNL são “fantasias operativas” ou “mentiras úteis”, só utilizadas atrás do funcionamento do modelo, como assim também todo geômetra “sabe” que um ponto é algo que não existe na realidade.
Por exemplo, não é certo que o responsável da comunicação seja exclusivamente o comunicador. No entanto, é recomendável, a todos os efeitos práticos, que o
comunicador se considere o responsável exclusivo, para assim aumentar a probabilidade de poder liderar o processo e obter o resultado que deseja.
Não é necessário demonstrar que os princípios de PNL são certos, mas que são úteis. Mas o fato de que sejam úteis não significa que sejam certos. O sentido comum é útil até no campo das religiões; como disse Maomé, “tenham fé em Deus, mas pelas noites atem a vossos camelos”.
Advertência 2: Não confunda algo recomendável com algo certo. Os princípios da PNL são somente princípios. E não são verdades absolutas.
Advertência 3: Se o senhor necessita que algo seja “certo” para usá-lo, terá sérias dificuldades com o uso da PNL. No entanto, reiteramos que muitos modelos de uso freqüente no mundo inteiro também não são “certos”, mas sim “úteis” e “aceitados”.
Confundir as técnicas com o modelo
É a PNL mais nada que um conjunto de técnicas?
NÃO. A PNL é um modelo, e as técnicas são o resultado do uso do modelo. Se bem que as técnicas podem ser usadas sem conhecer o modelo e contar adicionalmente com o domínio do modelo permite:
a.Escolher a técnica apropriada a cada circunstância.
b.Realizar os ajustes que correspondam a cada técnica, sobre a marcha, para cada caso.
c.Desenhar uma técnica nova para uma circunstância nova.
Advertência 4: Então na nossa opinião, os que afirmam que a PNL é só um conjunto de técnicas, são os que não conhecem a fundo o modelo.
Perguntas freqüentes sobre PNL - Parte 2
Confundir a PNL com uma maneira de fazer terapia
Existem duas explicações para esta confusão. Em primeiro lugar, os primeiros modelos de PNL foram empregados em terapia, pois se tratou de um grupo de padrões lingüísticos que eram empregados por três terapeutas muito efetivos. Modelos posteriores se tomaram de outros campos, e têm aplicação nos campos que foram estudados em cada caso.
Em segundo, dado que estas e outras técnicas de PNL, derivadas do uso do modelo, são efetivas em terapia, se costuma confundir à PNL com uma teoria ou escola terapêutica. A PNL NÃO é uma forma de fazer terapia. O modelo e as técnicas podem ser, e foram usados com sucesso por muitos terapeutas de diversas correntes, porque melhoram a comunicação da pessoa consigo mesma. E mais nada.
A PNL carece de muitas características das teorias e escolas terapêuticas mais conhecidas, simplesmente, porque não é nem uma teoria nem uma escola terapêutica. Se lhe pede à PNL uma teoria de desenvolvimento da personalidade. Se lhe pedem que “encha” os espaços vazios. É de supor que como condição tenha que lhe encher para aceitá-la como escola terapêutica.
Advertência 5: A PNL provavelmente jamais terá todas as respostas e teorias que pedimos para ela. Se isso é suficiente para que você decida desprezar a PNL, seja bem-vindo, tem todo o direito. No entanto, sugiro que se informe um pouco melhor da utilidade (e não da veracidade) da PNL.
Pensar que saber de PNL habilita para ser terapeuta sem passar pela Faculdade de Psicologia ou a de Medicina
Dado que muitas técnicas de PNL têm aplicação em terapia, e são tão simples que praticamente qualquer um pode aprendê-las, é comum confundir a capacidade de empregar uma técnica com a capacidade de desenhar uma estratégia terapêutica, decidir qual técnica aplicar, e verificar o desenvolvimento de um processo terapêutico.
Que uma pessoa tenha aprendido a tomar uma aspirina cada vez que tem enxaqueca não quer dizer que saiba medicina. Paralelamente, se uma pessoa saiba como fazer para mudar de estado de ânimo da outra não quer dizer que saiba curar a depressão.
Esta é provavelmente a confusão mais divulgada, errônea e potencialmente prejudicial. Nós apoiamos e respaldamos todas as críticas que se fazem ao mal uso da PNL neste campo
Advertência 6: Se você deseja se dedicar à terapia, estude e gradue-se em Psicologia ou
Psiquiatria. “Saber de PNL” não capacita nem autoriza a exercer a terapia psicológica.
Considerar-se terapeuta tão só porque leu meia dúzia de livros de PNL e assistiu meia dúzia de cursos não só é errôneo, mas ilegal. Uma vez que você esteja acadêmica e legalmente capacitado para exercer a terapia psicológica, nada lhe impedirá de inclinar-se por uma técnica de qualquer escola que lhe interesse, ou uma de PNL
E por que, então, a usam tantas pessoas de diferentes atividades?
Porque ao ser um modelo da comunicação humana, tanto externa como interna, pode se utilizar com sucesso em toda atividade que inclua seres humanos comunicando-se, seja consigo mesmo ou com outros. O fato de que muitos terapeutas a usem não significa que este seja seu uso exclusivo. A PNL está no que viria a se chamar tecnicamente “um nível lógico diferente” da psicologia, da mesma maneira que um instrumento cortante está em “um nível lógico diferente” da medicina, já que pode utilizar-se tanto para uma operação cirúrgica como para comer um frango assado. Isso não significa que o instrumento cortante ou a PNL sejam mais importantes, melhores ou superiores que a psicologia ou a medicina, mas são de aplicação geral
Porque tantos psicólogos desconfiam da PNL ou não a aceitam?
Desconheço os motivos individuais, mas suspeito que os seguintes motivos estejam muito divulgados:
a.O já explicado que muitos entusiastas da PNL se consideram terapeutas sem haver passado pela universidade e o treinamento que a sociedade requer para poder exercer legalmente a profissão. Isso acarreta concorrência ilegal e desleal para os terapeutas genuínos.
b.Algumas técnicas de PNL são mais efetivas que algumas técnicas terapêuticas muito prezadas. Custa deixar de fazer o que um conhece e aprecia.
c.Algumas técnicas de PNL são (muitíssimo) mais rápidas que algumas técnicas terapêuticas muito prezadas. Os “maus” psicólogos (que os há, como há “maus” Programadores Neurolinguisticos, e “maus” o que seja) correm risco de ficar sem clientela. Também, se um psicanalista tem em tratamento alguém por uma fobia durante 5 vários anos e um bom Programador Neurolinguistico pode curar em 15 minutos, e sem seqüelas… Algo me diz que muitos psicanalistas têm resistência a isso.
d.As técnicas de PNL, precisamente não explicam nem interpretam o que ocorre. Para muitos psicólogos é muito importante conhecer as causas de um fenômeno e interpretá-lo antes de tratá-lo ou resolvê-lo. Dado que a PNL não há nenhuma das duas, a desprezam.
e.A PNL não é um modelo reparador, como são os terapêuticos. Em princípio, para a PNL, coisas como depressão, ter uma fobia ou ficar ansioso são habilidades, cumprem uma função desejável para a pessoa que as “sofre”. O salto que é necessário fazer para crer que algo assim pode ser “crível” é muito grande para alguns psicólogos.
f.Ou, dito de outra forma, a PNL é um modelo aquisitivo, e em conseqüência carece de critério do “normal”. E como conseqüência desse último, nada também não é “patológico”, o que vem a estar renhido com alguns princípios básicos da terapia.
g.Os livros de PNL se encontram no geral nas plataformas de “auto-ajuda” das livrarias, o qual costuma ser “palavra ímpar santa” para muitos psicólogos, dado que o sentido que muitas vezes se lhe dá a “auto-ajuda” é “resolva todos seu problemas sem recorrer ao seu terapeuta”.
h.A PNL utiliza muitos princípios, modelos e técnicas provenientes do condutismo. Segundo a bióloga Karen Pryor, quem desenvolveu os melhores modelos e mais efetivos dentro dessa corrente, “O condutismo é talvez o corpo de conhecimento científico mais injuriado, logo que compreendido, logo que interpretado, sobre – interpretado e logo que empregado”. Se o acusa de manipulativo, desumanizante, e coisas ainda piores. Sobre tudo que defendem todo Europeu por sobre o norte-americano, e em particular a Freud.
i.Muitos simpatizantes da PNL têm afeição pelo esotérico, pseudocientífico ou acientífico. Em parte, isto é porque que têm essas afeições são mais abertos ao novo. Isso não quer dizer que não existam programadores neurolinguisticos com inclinações “racionais”.
j.Muitos dos princípios da PNL podem se encontrar em outras correntes: “a PNL não tem nenhuma idéia original”. Isso é, novamente, porque é um modelo, que o único que tem de original é a combinação de idéias, a qual produz como resultado as novas técnicas.
k.Muitos que se dizem programadores neurolinguisticos só leram um par de livros do tema, carecem de conhecimentos, treinamento e prática. Mal podem fazer frente a tanta crítica, e se defendem como podem, com argumentos dos mais engraçados. Isso, certamente, exclui a quem colaboramos e falamos: aqui, todos são lindos, bons filhos e pais, obedientes da moral e dos bons costumes, muito estudiosos, e, sobretudo, sérios.