Conheça os estados emocionais São Luís, Maranhão

A maioria de nossos estados internos acontece de forma automática, sem controle consciente, porque estamos “acostumados” a reagir daquela maneira. Você já percebeu como muda o seu estado interno quando você vê uma pessoa de quem não gosta? Veja mais no artigo abaixo.

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Conheça os estados emocionais

  • Parte 1
  • Parte 2
Parte 1

Você já passou pela experiência de estar em “maré alta”? Aquele dia ou período em que tudo é bonito, as pessoas são gentis e você é feliz?

Você já passou por um dia em que nada dá certo? Aquele dia em que você “acordou com o pé esquerdo”?

Você é a mesma pessoa nas duas situações. A diferença está no estado neurofisiológico em questão - o estado interno.

A maioria de nossos estados internos acontece de forma automática - sem controle consciente - porque estamos “acostumados” (programados) a reagir daquela maneira.
Você já percebeu como muda o seu estado interno quando você vê uma pessoa de quem não gosta? Se você estava alegre, imediatamente aquela alegria é temporariamente interrompida para dar lugar a um outro tipo de estado interno.

Uma outra experiência comum é estarem várias pessoas num domingo à noite, conversando animadamente, quando então ouvem pela T.V. a música de abertura do Fantástico. É o anúncio do final do domingo e do início de uma nova semana. Imediatamente alguns param de conversar, ficam pensativos, outros desanimados. Este é um exemplo de como um estímulo externo (a música) é capaz de alterar um estado interno.

Um estado interno é criado a partir da nossa representação interna e das condições e uso de nossa fisiologia.

Imaginemos uma mulher numa festa. Ela se divertiu muito durante quatro horas. No último minuto da festa, ela derruba um copo de vinho em sua roupa e sai arrasada. Quando lhe perguntam se a festa estava agradável, ela responde que não, que foi horrível. Um minuto foi suficiente para acabar com a representação interna formada em quatro horas. E por este motivo, esta mulher mudou seu estado interno de alguém que estava se divertindo para alguém que saiu arrasado.

Quando vamos realizar algo e acreditamos que somos incapazes, nós entramos no estado de ser incapaz e nossa fisiologia responde prontamente como se fôssemos incapazes. Nosso cérebro envia um comando às partes de nosso corpo envolvidas na ação.
Imaginemos um jogador de futebol cobrando um pênalti. Se ele se considera incapaz, naquele momento seu cérebro obedece a esta ordem e envia um comando para seus músculos, que executam a cobrança como se ele fosse de fato um incapaz, ou seja, ele não faz o gol.
É o mesmo que andar numa corda-bamba. Descobriu-se que para um equilibrista ter sucesso nesta ação, é necessário que ele tenha apenas uma imagem: a imagem de si mesmo andando com sucesso. Se ele tiver duas imagens, uma de sucesso, outra de fracasso, uma ao lado da outra, ele provavelmente cairá porque seu cérebro não sabe qual a representação interna que deverá realizar.

Conclui-se que a dúvida nos atrapalha com relação aos nossos objetivos porque é como se ela nos colocasse diante de dois caminhos. A PNL adotou uma frase que resume bem isto: “Quer você acredite que pode (realizar algo), quer acredite que não pode, de qualquer forma você está certo”.
Nossa fisiologia também influencia nossas representações internas. Se estamos tensos, se nos alimentamos mal, se dormimos mal, se estamos sentindo dor, tudo isto influencia diretamente nossas representações internas. Por este motivo, não é recomendável fazer compras no supermercado quando se está com fome. A fome, que é um estado interno causado por condições fisiológicas, faz com que representemos todos os alimentos encontrados como muito mais saborosos do que na verdade são.

Percebe-se, portanto, que representação interna e fisiologia são interdependentes: alterando-se uma, a outra também muda.

ara ilustrar, citaremos o que ocorre com as pessoas depressivas. É sabido que elas permanecem todo o tempo num acesso cinestésico, sentindo-se mal. Elas em geral não constróem imagens, não têm sonhos, não utilizam o acesso visual construído. Como conseqüência, sua postura é a de uma pessoa cabisbaixa, olhos voltados para baixo, como se estivessem sempre olhando para o chão (acesso cinestésico). A conhecida expressão “Levante a cabeça, olhe para cima” tem fundamento e costuma ajudar os depressivos, pois o que eles precisam é sair do acesso cinestésico e começar a fazer planos para o futuro (usar o acesso visual construído).

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