Como promover a auto-estima das criancas Goiânia, Goiás

É muito comum encontrarmos crianças que são marginalizadas na escola. Aquelas que acabam sendo apontadas como culpadas por tudo o que acontece de errado, mesmo que não tenham culpa. Leia mais no artigo abaixo.

Auto Escola Benetton
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Goiania, Goiás
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Aparecida de Goiânia, Goiás
Auto Escola Status
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Aparecida de Goiânia, Goiás
Auto Escola Educativa
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Aparecida de Goiânia, Goiás
Auto Escola Dimensão
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Aparecida de Goiânia, Goiás
CURSO DE MODELAGEM DE ROUPAS OFICINA DA MODA ONILDA FER
62 32710414
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GOIÂNIA, Goiás
Wizard
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Goiania, Goiás
INSTITUTO LENZA de Pós Graduação em Odontologia
(062)3095-1022
Alameda Americano do Brasil
goiânia, Goiás
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Como promover a auto-estima das criancas

É muito comum encontrarmos crianças que são marginalizadas na escola. Aquelas que acabam sendo apontadas como culpadas por tudo o que acontece de errado, mesmo que não tenham culpa. Aquelas que, como se diz comumente, ficam com fama (de rebeldes, chatas, diferentes…).

É preciso pensar a respeito deste processo considerando-se o contexto mais amplo em que a escola está inserida. Porque isto que ocorre na escola nada mais é do que um processo de exclusão social. Nossa sociedade exclui o diferente. E o diferente tanto pode ser a criança com dificuldades de relacionamento interpessoal, ou com dificuldades de aprendizagem, a que usa óculos, ou aparelho nos dentes, ou aquela que é muito magra, ou muito gorda, etc. Às vezes a escola reflete esta prática da exclusão, a escola reproduz aquilo que acontece em nossa sociedade.

Vivemos hoje a cultura da homogeneização. Todos têm de estar com o mesmo corte de cabelo, com a mesma roupa, com a mesma griffe, falar as mesmas gírias, freqüentar os mesmos lugares, manter o corpo dentro de determinados padrões, etc. Não há lugar para aqueles que ousam ser originais (ou, na melhor das hipóteses, estes terão de se esforçar muito a fim de conseguirem o respeito e o afeto dos normais…). Os diferentes são excluídos, marginalizados, alijados do convívio com os normais, a menos que consigam ser trazidos à normalidade, que passem por algum processo (que tanto pode ser a educação recebida na escola, em casa, ou até mesmo alguns procedimentos ditos terapêuticos) que os transforme finalmente em normais.

Situações como esta são excelentes oportunidades para que a escola trabalhe a capacidade dos alunos de empatizar, isto é, de se colocar no lugar do outro e tentar ver o mundo como ele vê, tentar sentir o que ele sente. É uma ótima oportunidade também para se falar sobre valores como solidariedade, cidadania, democracia, direitos, igualdade. Todavia, às vezes até mesmo o professor, por vezes pressionado por prazos e objetivos a serem cumpridos, acaba excluindo o aluno diferente, aquele que não se encaixa, ou que não acompanha (o ritmo da maioria). Às vezes até por medo de que também ele, o professor, seja julgado diferente em relação aos demais professores da escola, aqueles que conseguem que toda a classe tenha o mesmo ritmo e o mesmo comportamento… (E o mesmo ocorrerá com a escola, temerosa de não estar dentro do padrão das demais escolas…)

Felizmente encontramos professores idealistas neste contexto, que se empenham completamente em recuperar a auto-estima abalada do aluno excluído e marginalizado, que são capazes de pensar: “E se fosse meu filho?”. Aqueles que, como um professor que conheço, vão à casa do aluno que abandonou a escola a fim de trazê-lo de volta. Aqueles que buscam uma forma de valorizar o aluno, que procuram algo que ele saiba fazer bem a fim de valorizá-lo perante a classe e a escola. Aqueles que dão um voto de confiança e, mais do que isto, que são os primeiros a confiar no aluno e em seu potencial.(Lembro-me de um professor que deu a um destes alunos a chave de seu próprio carro e pediu a ele que fosse lá buscar um livro. Este episódio foi decisivo na vida deste aluno, que a partir daí começou a se comportar de outra forma). Estes estão absolutamente comprometidos com a missão de educar. Arriscam-se por seu ideal de ensinar, de trans-formar. Mostram ao aluno que serão mais persistentes do que ele na luta por recuperar sua auto-estima. Mostram que não desistirão do aluno, ainda que ele teste continuamente a determinação do professor. Pois quando o aluno não acredita mais em si, lhe é difícil acreditar que alguém mais possa fazê-lo. Normalmente os alunos com pouca ou nenhuma auto-estima sofrem de depressão, desesperança e desconfiança em relação ao mundo e aos adultos, vistos como potencialmente perigosos e causadores de sofrimentos. Desnecessário dizer que tais professores são verdadeiros heróis nos dias de hoje, principalmente se considerarmos a difícil realidade da escola pública.

Todavia, não podemos delegar apenas à escola a imensa tarefa de educar a criança. Por vezes, pouco o professor poderá fazer porque os problemas de auto-estima do aluno se originam em casa, na família, no relacionamento com os pais, no meio social em que o aluno vive. Muitas vezes será necessária uma ajuda especializada (de um psicólogo, por exemplo), a fim de que a criança seja considerada não como a responsável, culpada, por seus problemas, mas como um produto de seu meio familiar, social, escolar, etc. É tarefa do psicólogo considerar a criança dentro deste contexto mais amplo a fim de que todos possam evoluir juntos (não é só a criança quem mudará, mas também a família, os parentes que com ela convivem, a escola, etc.).

Aos pais cabe a maior parte no processo de educar a criança. A tarefa de educar um filho é imensa, dura pelo menos 20 anos. Filho não é algo que se possa devolver como se fosse um artigo e dizer: “Mudei de idéia, não quero mais”. Ou “Não gostei do modelo”. O projeto de ter um filho não tem volta.

Agora, não basta criar e conviver, prover necessidades físicas e intelectuais, etc. É preciso abraçar a causa, comprar a briga do filho. Defendê-lo até o fim, não desistir de encontrar algo de valor nele e de fazê-lo acreditar em si mesmo. Custe o que custar.
Neste aspecto, é muito bom quando encontramos pais que patrocinam e incentivam a descoberta dos dons e talentos de seus filhos. Aqueles pais que apoiam a iniciativa do filho de se matricular num curso de artes (ou de música), que apoiam os projetos dos filhos mesmo quando naufragam ou resolvem mudar de rumo… Aqueles pais que não só apoiam estas atividades, assim como eles próprios acabam participando delas, a fim de estarem junto do filho, incentivando-o, torcendo por ele.

Exemplo: o pai que vai assistir e torcer pelo filho no jogo de futebol; a mãe que vai com o filho participar do grupo de escoteiros e que aceita assumir uma função no grupo para estar junto do filho; o pai e a mãe que confeccionam faixas e cartazes para torcer pelo filho que participará de uma competição, etc. É como dizia aquela propaganda: “Não basta ser pai. Tem que participar!” Não há nada no mundo que possa substituir este tipo de carinho dos pais. Não adianta tentar substituí-lo por um vídeo-game novo, roupas, presentes, viagens, etc.

Certa vez li um texto que se intitulava: “Com quantos beijinhos se constrói a auto-estima de uma criança?” A resposta não pode ser exata. Apenas se pode dizer que com muitos: muitos beijos, carinhos, pequenos agrados que demonstrem “Você é alguém especial, você tem muito valor”. É como a figura do treinador correndo junto com o atleta, incentivando-o, orientando-o, até o final do treino. E no dia seguinte também. E principalmente, no momento em que o atleta sofrer uma derrota… Como diz Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional, os pais são os treinadores emocionais de seus filhos.

É por este motivo que recomendamos aos pais para que cuidem inclusive da aparência do filho: de seus hábitos de higiene, de suas roupas e calçados. É muito importante ajudar a criança a ter uma imagem positiva de si mesma, a se achar atraente, a gostar de seu próprio reflexo no espelho (ou nos álbuns de fotografia, fundamentais na construção da identidade da criança), a ter uma imagem que atraia os demais, que provoque uma reação positiva nas demais pessoas (e não uma aparência descuidada, que cause repugnância e afaste as pessoas).

É como aquela história do pacote de presente. Um pacote bem feito valoriza aquilo que está dentro. Reflita: se em cima de uma mesa estivessem dois pacotes, um bem bonito, com fitas, etc., e outro embrulhado num jornal todo amassado, qual deles você escolheria? Podemos até admitir que dentro do jornal estivesse um diamante e dentro do pacote bonito, algo sem valor, mas quem arriscaria? É óbvio que não estamos aqui defendendo o consumismo de marcas, griffes, etc. Apenas lembramos que ensinar uma criança a andar limpa, com roupas e sapatos bem cuidados (ainda que sejam humildes), vai ajudá-la a construir uma auto-imagem positiva e a ser bem recebida pelas pessoas. Provavelmente, é por este motivo que aquele personagem de histórias em quadrinhos, o Cascão, traga em volta de si uma nuvenzinha negra… Que tal ajudarmos nossas crianças na construção de uma nuvem positiva em torno de si?

(∗) Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística (PNL).

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