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Aumente suas vendas ouvindo
- Parte 1
- Parte 2
(Benjamin Lee Whort)
Aprender metamodelo é aprender a ouvir e identificar os padrões lingüísticos das pessoas. É um meio de obter informações de alta qualidade das pessoas com quem se trabalha ou se relaciona.
Como a linguagem nada mais é do que uma representação simbólica de uma experiência subjetiva mais profunda e complexa, ela é considerada a estrutura superficial da comunicação, enquanto os filtros mentais (generalização, eliminação e distorção, dos quais trataremos posteriormente) representam a estrutura profunda. Metamodelo é a representação de outra representação já existente. Os seres humanos têm inúmeros sistemas representativos. A língua falada, por exemplo, é uma representação do “mapa” a partir da experiência que um determinado ser humano teve em sua vida. A linguagem é, portanto, o nível superficial da comunicação, que procura expressar a realidade subjetiva pessoal ou mapa, que é o nível profundo de comunicação.
A maior parte das comunicações estabelecidos no dia a dia ocorrem no nível superficial. Apenas se toca a superfície das experiências ou dos objetivos a serem comunicados, gerando mal-entendidos, distorções e conflitos e imagina-se de uma forma muito louca que o outro tem a obrigação de entender perfeitamente o que dizemos.
Ao estudar pessoas de sucesso, Grinder e Bandler, descobriram que elas tinham uma grande habilidade em obter e transmitir suas idéias com precisão. Isto gera compreensão e respostas rápidas. Dentro de uma empresa o resultado é excelente. Um diretor que sabe pedir aquilo que quer terá como retorno uma ação eficaz por parte de seus colaboradores.
A comunicação mal compreendida pode gerar grandes confusões na área profissional, além de sérios prejuízos.
O metamodelo é útil para nos tornar capazes de aumentar nossa eficiência, descobrindo as informações específicas e pertinentes. Com o metamodelo é possível descobrir como fazer perguntas para obter respostas específicas e a melhor qualidade possível de informações. Esta técnica pode ser usada também para reduzir ou melhorar nosso diálogo interno quando se estiver generalizando algo a respeito de alguém ou de alguma situação. Se uma pessoa, por exemplo, está constantemente, dizendo ou pensando: “Sou chata” Pode-se perguntar: “chata comparada a quem?” “Em todos os momentos?”
São exatamente essas distorções, generalizações e suposições que podem ser desafiadas para se obter uma comunicação eficiente com o maior número de informações.
Metamodelo, ou seja, perguntas bem formuladas, constituem instrumentos poderosos para permitir que a genialidade potencial da mente humana vá ao encontro dos desejos.
Uma qualidade genuína de vida resulta de consistentes perguntas de qualidade.
“O mais importante é não parar de questionar. A curiosidade tem sua própria razão de ser. Não podemos fazer nada senão contemplar extasiados os mistérios da eternidade, da vida, da maravilhosa estrutura da realidade. É mais que suficiente tentarmos simplesmente compreender um pouco desse mistério a cada dia. Nunca perca a sagrada curiosidade”.
(Albert Einstein)
Einstein, conhecia a arte de formular perguntas. Enquanto estava explorando a idéia da relatividade do tempo e do espaço perguntou:
“É possível que as coisas que parecem simultâneas possam na verdade não o ser?”
As perguntas são importantes pois, direcionam imediatamente o foco de concentração e recuperam informações valiosas que podem estar eliminadas da mente consciente. Aprender a fazer perguntas positivas nos momentos de crise é uma capacidade vital para nos tirar de situações difíceis.
Metamodelo, foi o primeiro trabalho que Bandler e Grinder desenvolveram juntos. Todo o restante da PNL foi descoberto e desenvolvido a partir dessas perguntas e desafios. Eles começaram estudando Virgínia Satir e Fritz Perls e descobriram que eles usavam certos tipos de perguntas. Baseado, no pressuposto de que “o mapa não é o território” perceberam que as pessoas não criavam apenas seus mapas subjetivos da realidade, mas também criavam mapas desses mapas ou modelos desses modelos, com o nosso sistema lingüístico. Chamaram isto de metamodelo, ou seja, modelo da modelagem.
Palavras são símbolos e âncoras que criam mapas para representar os mapas subjetivos profundos da experiência humana, que por sua vez são mapas representativos da realidade, do território ao nosso redor.
Como Padrões de Metamodelos de Linguagem, mais usados podemos destacar :
Deleção: Deletar é deixar algo de fora, apagar algo. Não se consegue um mapa representativo da realidade sem deixar algo de fora. É impossível descrever as experiências com todos os detalhes sem perder a ênfase desejada ou a idéia geral da narrativa sem cansar ou irritar quem está ouvindo. Por isso e por conforto deleta-se partes da experiência. O único problema é deletar informações vitais ou importantes. O bom comunicador tem que saber que ao receber uma comunicação deletada a mente do receptor costuma preencher o material faltante com suas próprias alucinações ou referências pessoais. Muitas vezes ouvimos frases do tipo: “Estou confuso”, “Estou surpreso”, “Estou deprimida” ou “Ele comprou um carro”. As palavras “confuso”, “surpreso”, “deprimido”, “comprou” são predicados, palavras que exprimem ação, elas referem-se um relacionamento entre coisas diferentes. Quando alguém está confuso, está confuso com algo, que foi deletado da comunicação. Se quisermos descobrir ou acessar a informação deletada, teríamos que lançar mão do metamodelo e perguntar: “Você está confuso com o que especificamente?”, ou “O que exatamente está confundindo você?” As vezes é aceitável deletar certas informações. Em frases como “João pediu café e Marília pediu pêra”, para não ser redundante podemos substituir o segundo “pediu” por uma vírgula, embora tenha que tomar cuidado com ambigüidades, como nesta frase, em particular. “João pediu café e Marília, pêra…”
Embora seja correto deletar certas informações, há momentos em que isto pode ser crítico, especialmente em contextos de negociações e acordos. O bom comunicador precisa ter capacidade para ouvir e detectar as deleções quando elas ocorrem e possui meios lingüísticos de acessar as informações deletadas quando necessário. Outra forma comum de deletar são as frases comparativas e superlativas. Exemplo: “A PNL é o melhor ferramental lingüístico em influência e persuasão”. O receptor poderá querer saber: “Melhor em comparação com o quê, especificamente?”, “Melhor em relação a quê?”.
Índice de referencial inespecífico: É a eliminação, ausência de referência, do nome, numa frase ou comunicação, ou seja, as pessoas, lugares ou coisas não estão especificadas na sua estrutura superficial de comunicação. Frases como, por exemplo: “Eles me irritam”, “As crianças são assim”, “As pessoas nunca entendem”, são frases inespecíficas, em que as pessoas ou a coisa específica foram deletadas. Este tipo de linguagem é muito utilizada pelos políticos ou repórteres que transmitem ao público informações generalizadas e distorcidas.
Existem perguntas estrategicamente colocadas, usadas pelos peritos em comunicação, para explorar os níveis mais profundos da comunicação, com o objetivo de chegar, rapidamente e com precisão, o mais próximo possível da experiência ou linguagem profunda.
Verbos inespecíficos: Desafiar ou questionar os verbos é buscar esclarecer o processo, a ação, pela qual a experiência ou objetivo está sendo comunicado. Uma vez que o sujeito referencial da ação está definido, o segundo passo é esclarecer como a ação se processa.
O desafio é: “Como, ou de que maneira, especificamente?”
A resposta a esta pergunta leva a descoberta da experiência profunda, ou seja, da comunicação oculta por este verbo inespecífico. Na comunicação normal, pode-se pressupor que quase todos os verbos usados são inespecíficos.
Nominalizações: Também chamada de substantivação do verbo, é um processo que transforma uma ação (verbo) em algo estático (substantivo, nome). O desafio será transformar o nome, uma coisa estática em algo dinâmico, transformar o substantivo em verbo.
Por exemplo, se o emissor diz: “Sinto falta de amor”. A pergunta poderá ser: “Como você gostaria de ser amado? Se a pessoa diz: “A felicidade é mais importante”, a pergunta é “Quem está feliz e de que maneira, especificamente? Desta forma, estaremos contribuindo para completar a comunicação. A nominalização é também uma forma de deleção pois deletam-se certas informações sobre o processo daquilo que se está falando. Quando informações são suprimidas fica por conta de quem ouve as nominalizações criar imagens mentais individuais para preencher estas lacunas. As pessoas entendem e criam representações mentais diferentes para uma mesma frase.
Para Robert Dilts (1993), “uma palavra vale mais que mil imagens”. É surpreendente perceber que profissionais de várias áreas, assim como, empresários, administradores, terapeutas, não estão conscientes deste fato em comunicação e satisfazem-se ao ouvir alguém dizer que “está com problemas sérios”, sem conhecer realmente sua representação interna ou seu mapa real. Se as pessoas simplesmente, acompanham o que o interlocutor diz, e internamente ficam construindo seus próprios mapas a respeito daquilo que está sendo dito, esses mapas nada tem a ver com a experiência real da pessoa. Elas estão buscando suas próprias referências internas para tentar compreender o outro.
Quando o emissor diz: “Meu pai me assusta”, as palavras “pai” ou “assustar” são âncoras que podem disparar numerosas representações na sua própria memória ou história pessoal. Para compreender o que a pessoa disse, podemos lembrar de nosso próprio pai e do modo como ele nos assustava. Muitas vezes, quando se diz ao terapeuta: “Tenho uma depressão”, este acessa todo compêndio de psicopatologia que conhece a respeito de depressões e literalmente conduz a terapia dentro de conceitos científicos, ao invés de explorar mais profundamente a experiência do paciente.
Podemos nos surpreender ao pedir à diferentes pessoas que representam mentalmente, palavras simples como “cão”, “cadeira” etc.
Em exercícios realizados em sala de aula temos tido experiências muito diversas neste sentido. Ao solicitar que criassem a imagem mental de uma “cachoeira” uma determinada pessoa ficou com medo e chorou assustada. Quando conversamos mais detalhadamente sobre o assunto descobrimos que aos cinco anos de idade ela havia se afogado numa cachoeira, criando uma representação mental diferenciada das outras pessoas em relação a essa palavra e ao seu significado. Isto acontece freqüentemente, porque as palavras são âncoras transderivacionais e sem treinamento as pessoas normalmente procuram compreender as experiências dos outros, através de suas próprias experiências internas.