Aumentando a durabilidade de suas emoções Jequié, Bahia

Uma impressão ocorre quando um indivíduo passa por uma experiência significativa, à qual associa forte emoção e a partir dela forma uma ou mais crenças. Para a PNL, o que importa não é o conteúdo da experiência, mas sim a crença ou impressão gerada a partir da mesma. Leia mais no artigo abaixo.

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Aumentando a durabilidade de suas emoções

Uma impressão (imprint) ocorre quando um indivíduo passa por uma experiência significativa, à qual associa forte emoção e a partir dela forma uma ou mais crenças.
Para a PNL, o que importa não é o conteúdo da experiência, mas sim a crença ou impressão gerada a partir da mesma. Dito de outra forma, importa o significado que o indivíduo atribuiu à experiência, as conclusões a que chegou.

O conceito de impressão foi proposto por Konrad Lorenz, que estudou o comportamento dos patos no momento em que saíam do ovo. Neste momento, eles imprimiam a figura materna, de forma que o que quer que fosse que se movesse, e que estivesse perto no momento em que saíam do ovo, passava a ser seguido e “se tornava” a mãe dos patinhos.

Lorenz verificou que os patinhos “imprimiram” as botas que ele usava no momento em que saíram do ovo e então passaram a segui-lo, como se as botas fossem a “mãe”. Ele tentou apresentá-los à mãe-pata, mas eles a ignoravam e continuavam a segui-lo.
Lorenz acreditava que as impressões ocorriam em momentos importantes do desenvolvimento neurológico e que não era possível alterá-las posteriormente.

Timothy Leary estudou o fenômeno da impressão nos seres humanos e descobriu que estes possuem um sistema nervoso mais sofisticado que o dos patos, e por este motivo o conteúdo das impressões poderia ser acessado e reprogramado (reimpresso).

Leary também identificou períodos críticos no desenvolvimento dos seres humanos. As impressões ocorridas nestes períodos geravam crenças básicas, que moldavam a personalidade e inteligência do indivíduo: crenças sobre ligações sentimentais, bem-estar, destreza intelectual, papel social, etc.

As impressões podem ser experiências “positivas”, que geram crenças úteis, ou experiências traumáticas, que conduzem a crenças limitantes. Na maioria das vezes, elas incluem pessoas significativas, que inconscientemente podem ter servido de modelo.

A diferença entre uma impressão e uma lembrança ruim, tal como uma fobia, é que na impressão associa-se uma crença à lembrança, em geral uma crença de identidade ( do tipo “eu sou”: fraco, forte, capaz, incapaz, etc.).

A técnica da reimpressão (reimprint) utilizada pela PNL parte da crença e da sensação associada à impressão, como forma de guiar o indivíduo de volta ao passado, até o momento em que passou pela experiência de impressão. Esta é uma forma de regressão que, ao contrário de certas intervenções feitas por outras abordagens terapêuticas, é feita conscientemente, com o indivíduo “acordado” e totalmente no controle da situação. De volta ao fato, ele pode descobrir que recursos ele e as demais pessoas envolvidas teriam precisado naquela época para que ele não se sentisse daquela maneira.

A reimpressão é usada no tratamento de traumas, crenças limitantes, sentimentos e comportamentos persistentes na vida adulta (como timidez, insegurança, agressividade, etc.) e em alguns casos de fobia.

Ela permite retroceder no tempo e descobrir a experiência geradora de tais crenças, sentimentos e comportamentos, os quais o indivíduo não consegue alterar pelo simples esforço consciente e compreensão intelectual.

O indivíduo não poderá apagar os fatos que compõem a sua história, mas poderá mudar seu ponto de vista a respeito deles. Seria como reviver aquela experiência só que agora levando consigo toda a vivência e os recursos obtidos ao longo dos anos.
Para um aprofundamento no tema recomendamos o livro CRENÇAS: CAMINHOS PARA A SAÚDE E O BEM-ESTAR, de Robert Dilts, Tim Halborn e Suzi Smith (Editora Summus).

(∗) Nelly Beatriz M. P. Penteado é Psicóloga e Master Practitioner em Programação Neurolingüística (PNL).

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