Aprenda a superar perdas difíceis Codó, Maranhão

Nós estamos ensinando o processo de resolução da perda nos treinamentos de Master Practitioner desde que o desenvolvemos a cerca de quatorze anos atrás. O livro Heart of the Mind tem uma introdução a esse processo, e um exemplo é fornecido na demonstração. Veja abaixo.

Casa de Ideias Comunicacao Ltda
(98) 3227-6141
av Colares Moreira, 444, Sl 550 B An 5 Ed Mon, Jd Renascença
São Luís, Maranhão
Alcance Serviços e Publicidade Ltda
(98) 3256-2271
av Jerônimo Albuquerque, 27 sl 103
São Luís, Maranhão
sunseteimpertrizma@gmail.com
99-81697208
Rua Este Campelo n13
Imeratriz, Maranhão
Acesso Adm e Marketing
(98) 3269-3700
r Abacateiros, 1 sl 104 Jardim São Francisco
São Luís, Maranhão
Guia Itz Ltda - Guia comercial online
99 8822-2677
Rua:16 sala 01 Pq do Buriti
Imperatriz, Maranhão
AG 10 Propaganda Ltda
(98) 3268-1010
r Mandacarus, s/n, Qd 10 Cs 10, Jd Renascença
São Luís, Maranhão
CDZ Comunicação e Eventos
(98) 3236-7537
Avenida Nova York, Quadra 01, 60, Araçagy
São Luís, Maranhão
CLICKS MÍDIA - MARKETING DIGITAL
98 81664899
Avenida Guajajaras 573 Sala 12 - Tirirical
São Luis, Maranhão
CDZ Comunicação e Eventos
(98) 3236-7537
Avenida Nova York, quadra 01, Número 60, Araçagy
São Luís, Maranhão
PROVER Marketing e Eventos
(98) 3243-1058
Rua Jorge Damous 114 A
São Luis, Maranhão
Dados Divulgados por
 

Aprenda a superar perdas difíceis

  • Parte 1
  • Parte 2
Parte 1

Steve e Connirae Andreas

Introdução

Nós estamos ensinando o processo de resolução da perda nos treinamentos de Master Practitioner desde que o desenvolvemos a cerca de quatorze anos atrás. O livro “Heart of the Mind” (1, Ch.11, em português, A Essência da Mente) tem uma introdução a esse processo, e um exemplo é fornecido na demonstração em vídeo tape Resolução da perda (2) feita por Connirae. Esse processo é muito útil algumas vezes, visto que o efeito de vazio e de tristeza da perda em reação a perda de uma pessoa querida é algo que todos irão experienciar em algum momento da sua vida, e muitas pessoas experienciam muitas perdas significativas. Muitas vezes, o luto não resolvido é um dos principais fatores não reconhecidos no amplo conjunto de outras dificuldades e que levam as pessoas a procurarem terapia, inclusive a falta de motivação, depressão, doenças crônicas e crises da meia idade.

Quando nós decidimos modelar, pela primeira vez, a reação ao luto nós comparamos as experiências de pessoas que, particularmente, se desembaraçaram bem ao lidar com perdas significativas, com as experiências daqueles que ainda estavam experienciando tristeza e mágoa, e que tiveram dificuldades em continuar a sua vida depois de uma perda.

Nós descobrimos que todos aqueles que estavam sofrendo – seja a pouco ou a longo tempo – fizeram algo que pode ser enquadrado num dos dois caminhos seguintes:

1. Recordação do término. Muitas vezes eles cometem o erro de recordar o término do relacionamento, ao invés da conexão querida em si. Por exemplo, eles podem recordar a última discussão acalorada que levou ao rompimento, ou ao desgastante processo de divórcio, a uma horrível doença terminal, ou quaisquer outros eventos desagradáveis que resultaram no término do relacionamento em vez do relacionamento amoroso em si.

Mesmo quando eles recordam desse evento de uma maneira dissociada, como se fosse visto numa tela de TV, os sentimentos são de desagrado no lugar da conexão amorosa. Muitas pessoas recordam esses eventos como se eles estivessem acontecendo aqui e agora, com a total intensidade do desentendimento, como ocorreu no evento original. Esse término do relacionamento não é a experiência querida pela qual a pessoa está sofrendo, e esse erro comum torna impossível experienciar os sentimentos especiais de amor que eles tinham com a pessoa perdida.

Quando alguém recorda o término, uma das primeiras etapas do processo é pedir-lhes para pensarem do que eles gostavam e apreciavam no relacionamento perdido, ao invés do fim do relacionamento. Isso é uma solicitação para o cliente mudar o conteúdo da suas representações.

2. Dissociação. Outros recordam do relacionamento amoroso, mas de um modo distante, separado, ausente ou irreal, resultando num sentimento de vazio, em lugar da abundância que a pessoa experienciava no relacionamento amoroso. Existe uma variedade de caminhos para representar internamente o que está separado ou dissociado. Você pode fazer uma imagem da pessoa a uma grande distância, ou você pode se ver com a pessoa perdida, os dois divertindo-se juntos. Você pode ver uma depressão no colchão da cama mas ver que não existe ninguém lá, ou a imagem da pessoa amada pode aparecer transparente, indistinta ou como um fantasma, etc. Uma pessoa teve um relacionamento que ocorreu, na maior parte das vezes, pelo telefone e depois que essa pessoa morreu, ele ainda podia ouvir a voz, mas ela soava “metálica” como se fosse gravada, significando que era imaginária.

Com todas essas maneiras diferentes de representar a pessoa como distante e separada, os bons sentimentos de estar junto a ela, estarão perdidos. Só existe um sentimento de vazio e isso causa a tristeza e o sofrimento.

Resignação

Quando entrevistamos as pessoas que disseram que foram bem sucedidas em lidar com as suas perdas, descobrimos que um bom numero delas continuava a viver com um sentimento de resignação ou com uma discreta frustração. Quando pedimos que elas pensassem na pessoa perdida, muitas vezes suspiravam, seus ombros caíam ligeiramente e sua respiração se tornava mais superficial. Algumas até diziam “Eu estou bem,” mas com uma tonalidade alta e forçada. Embora isso seja algo melhor do que desatar num choro incontrolável, estava claro que a perda não estava resolvida. Haviam “tratado” dela somente para que ficasse sob controle e assim não se intrometesse no seu dia a dia.

Recursos para a reação contra a perda

Entretanto, existiam outros que haviam lidado com suas perdas de uma maneira muito mais positiva e proveitosa. Quando perguntávamos a eles sobre uma perda, muitas vezes aparecia um sorriso e uma suavização no rosto, um suave levantar dos ombros, e uma respiração mais profunda. Eles podiam falar sobre a pessoa perdida com ternura, afetividade e alegria. Uma mulher disse “Quando eu penso no Joe, é como se ele estivesse aqui comigo. Se eu estou no supermercado escolhendo laranjas, ele está lá comigo me ajudando a escolher as melhores, bem como ele fazia.” É claro que esse tipo de reação é muito mais agradável, e fornece um acesso fácil para todos os sentimentos especiais que eles tiveram com a pessoa que agora se foi. Essas foram as pessoas que nós estudamos para descobrir como elas podiam estar harmoniosamente alegres apesar da perda significativa.

Quando perguntamos a elas como pensavam na pessoa perdida, descobrimos que, literalmente, todas pensavam como se elas ainda estivessem presentes, e isso lhes dava acesso a todos os sentimentos bons que eles tinham tido durante o relacionamento real. Existem muitas maneiras de fazer isso. Muitas vezes as pessoas irão simplesmente pensar na pessoa perdida como se ela estivesse próxima, em tamanho natural e em três dimensões, movendo-se e respirando, e capaz de oferecer tanto conversação verbal como reações não verbais, como se ela estivesse fisicamente viva e presente no mundo real. Algumas representam a pessoa perdida como se ela estivesse fisicamente presente no seu coração, ou no peito, ou presente em todo o seu corpo de um certo modo. Uma outra sentia a pessoa perdida como se fosse algo que envolvia confortavelmente todo o seu corpo. Outras tinham diferentes maneiras de representar a pessoa perdida, mas, em todas elas, isso resultou num forte sentimento de que a pessoa perdida estava presente integralmente com elas nesse instante, e fácil de ser tocada.

“Constância do objeto”

Quando pensamos um pouco sobre isso, nos damos conta que esse meio de recordar da pessoa perdida não é realmente diferente do que a maioria de nós faz, quando alguém que nós amamos, está fisicamente ausente por um curto período. Pense agora em alguém, muito especial para você num relacionamento atual, mas que neste momento não está fisicamente perto, e note como você a representa em sua mente. Que imagens, sons, vozes e sentimentos você utiliza ao pensar nesta pessoa?

Quando eu (Steve) faço isso com Connirae que, neste momento está na cidade fazendo compras, ela está de pé do meu lado esquerdo, em tamanho natural e respirando, e ela se sente presente comigo, como se realmente estivesse no mesmo aposento, e assim os bons sentimentos que eu tenho tido com ela estão facilmente acessíveis para mim. Mesmo que seja possível que ela tenha morrido num acidente de carro, ou fugido com outro homem, eu posso representá-la como se o relacionamento ainda existisse, e desfrutar de todos os ardentes sentimentos que fazem parte deste relacionamento. Os psicólogos chamam essa habilidade de “constância do objeto” e os princípios usados no processo da resolução da perda também podem ser usados para ensinar essa habilidade.

Ansiedade da separação

Constância do objeto é uma habilidade que as crianças pequenas ainda não aprenderam. Quando a mãe sai, como se ela tivesse ido embora para sempre, e as crianças pequenas choram inconsolavelmente, isto é muitas vezes chamado de “ansiedade da separação.” Felizmente, a maior parte das crianças também não é capaz de manter a imagem da saída da mãe em suas consciências por muito tempo, e são facilmente distraídas por outros eventos. Leva algum tempo para a criança aprender como manter uma imagem associada da mãe com elas, e assim elas podem reter o sentimento de conforto e segurança do relacionamento quando ela sai por um curto espaço de tempo.

Como mostramos acima, é independente da “realidade” se uma pessoa pensa em alguém como presente ou ausente, como também um observador de fora não poderia dizer se lá existe um relacionamento atual ou não. É somente dependente de como a pessoa representa a pessoa querida em sua mente, e isso é a chave do processo de resolução da perda.

A essência desse processo é ensinar essa importante habilidade para alguém que está sofrendo a perda de alguém que agora está representado como separado e perdido. Já que existem várias maneiras de como, precisamente, uma pessoa individual representa alguém que tanto pode estar perdida como presente, primeiro temos que reunir alguma informação para descobrir exatamente como essa particular pessoa faz isso.

Reunindo informações

Perguntamos a alguém que está sofrendo para pensar primeiro sobre alguém em especial que está presente em sua vida (apesar de não estar fisicamente presente no momento, e que pode estar morta ou ter ido embora para sempre), e então sobre a pessoa por quem ela está sofrendo. Então pedimos para ela pensar nas duas ao mesmo tempo, e solicitamos que ela observe as diferenças no processo de submodalidades entre elas. A perda, de algum modo, será normalmente representada como distante e separada, e com um sentimento de vazio emocional, enquanto o relacionamento existente será representado com um sentido de presença e de plena emoção.

Normalmente, existirão diferenças muito importantes na localização dessas representações no espaço pessoal. Por exemplo, uma pode estar perto, na esquerda e grande, etc., enquanto a outra estará mais afastada, na direita e menor, etc. É comum existirem outras diferenças. Uma imagem pode estar mais brilhante do que outra, mais colorida, ou movendo-se, uma pode ser silenciosa enquanto outra tem sons e vozes, etc. Todas essas diferenças são completamente independentes do conteúdo das representações. Uma vez conhecidas essas diferenças, é bastante simples o processo para transformar uma situação de vazio e de sofrimento numa de plenitude e regozijo.

Habitualmente tomando a imagem da experiência da perda e movendo-a para a localização da experiência da presença é tudo que é necessário para transformar a perda em uma experiência de presença sentida. Normalmente as outras diferenças em brilho, cor, movimento, etc., vão mudar espontaneamente quando a localização é mudada. Se esses outros parâmetros não mudarem espontaneamente, nós simplesmente pedimos ao cliente para mudá-los até que a experiência da perda é totalmente transformada em uma experiência de presença.

Quando essa transformação estiver completa, eles irão recuperar os bons sentimentos que tinham com a pessoa perdida. Muitas vezes quando isso ocorre, o cliente chora, mas essas lágrimas comparadas com as lágrimas da perda são muito diferentes. Essas são lágrimas de reencontro com os sentimentos perdidos, e é importante permitir que o cliente tome o tempo que for necessário para experienciá-las plenamente.

Ressignificar as Objeções

A maioria das pessoas fica muito contente ao ser capaz de transformar seu sofrimento para uma re-conexão com a experiência perdida, mas algumas terão objeções. Antes de continuar, é muito importante respeitar essas objeções, e descobrir qual o objetivo positivo de cada objeção. Uma vez seja conhecido o objetivo, a tarefa é descobrir uma maneira para que a transformação também não interfira com o objetivo da objeção, ou até mesmo lhe forneça um melhor suporte do que o sofrimento. Aqui estão alguns exemplos:

1. “Eu não quero dizer adeus.” “Eu concordo plenamente com você. Muitas pessoas têm a noção errada de que eles têm que dizer adeus para poderem parar de sofrer, mas é exatamente o oposto. O que é necessário é dizer alô de novo e restabelecer a conexão amorosa que uma vez você já teve com esta pessoa.”

2. “Se eu tenho a sensação de que a pessoa perdida está aqui comigo, as pessoas vão pensar que eu sou um desequilibrado.” “Nós certamente não queremos que isto aconteça. Mas eu penso que isto somente seria um problema se você falar com ela em voz alta. Durante a sua vida você pensa sobre outras pessoas, e talvez até mesmo tenha tido conversas internas com elas – eu sei porque eu tenho – sem que os outros tivessem a mínima idéia do que estava se passando na sua cabeça.”

3. “Se eu experiencio a pessoa perdida como estando aqui comigo, isso, na realidade, pode interferir no meu relacionamento com outras pessoas.” “Nós certamente não queremos fazer nada que possa interferir na maneira como você se relaciona com os outros no presente. Eu penso que você pode concordar que a sua preocupação com o luto pela pessoa perdida tem tido uma grande interferência no seu relacionamento com as ouras pessoas. Por outro lado, a maneira que você pensa dos seus amigos lhe dá um sentido de conexão que, normalmente, suporta sua ligação com os outros quando isto é apropriado, e eu posso lhe prometer que pensar sobre a pessoa perdida irá funcionar da mesma maneira. E naturalmente, se eu estiver errado, nós sempre podemos mudar de novo para o modo que está hoje.”

4. “Estar de luto é uma maneira de reverenciar os mortos.” “Eu encorajo completamente esse seu desejo de reverenciar a pessoa perdida e estar de luto é certamente uma expressão da intensidade dos seus sentimentos. Por outro lado, que melhor maneira de reverenciar essa pessoa poderia ter do que ser carregado alegremente no seu coração pelo resto dos seus dias?”

“Se você morrer amanhã, você gostaria que as pessoas que você ama ficassem sofrendo ou infelizes, ou que se lembrassem de você alegremente com sentimentos plenos de amor e apreciação pelas suas qualidades especiais enquanto elas continuam com suas vidas? Qual a maneira que você pensa que a pessoa que você perdeu iria preferir?”

5. “Bem, eu acho que seria bom eu fazer isto, mas eu se ficasse feliz com a pessoa que se foi, minha família e meus amigos pensariam que eu não me importava com ela.” “Você quer ter certeza que aqueles ao seu redor não lhe interpretam mal. Você tanto pode explicar em detalhes o que você está experienciando, e oferecer a elas o mesmo tipo de escolha que eu estou lhe oferecendo, ou você pode simplesmente colocar um rosto triste nas horas apropriadas, para se encaixar na idéia deles de como você deveria estar reagindo.”

Qualquer que seja a objeção, nós assumimos que ela está baseada num objetivo positivo e vantajoso com o qual a pessoa está preocupada, e nossa tarefa será descobrir uma maneira para que ela possa prosseguir com o processo de resolução da perda, confiante de que a objeção será inteiramente respeitada, e seus objetivos positivos preservados.

Clique aqui para ler este artigo na Sua Mente