Aprenda a negociar no setor de trabalho Almirante Tamandaré, Paraná

Aprenda a negociar no setor de trabalho. A negociação inclui dois pontos fundamentais, a retribuição econômica por uma parte e todas as demais condições por outra. Leia mais no artigo abaixo.

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Aprenda a negociar no setor de trabalho

A negociação inclui dois pontos fundamentais, a retribuição econômica (seu salário) por uma parte e todas as demais condições por outra. Este segundo ponto compreende o horário de trabalho, as condições especiais, como, por exemplo, dispor das sextas pela tarde para poder assistir a um master ou a um dos cursos de idiomas que começam à seis da tarde, seguir formando-se, conhecer outros departamentos da empresa para ter uma visão total da mesma, a data de incorporação, etc. Neste artigo encontrarás algumas indicações úteis para quando chegue o momento da negociação.

Ainda que as condições do segundo ponto tem tido que ir comentando-se ao largo do processo de seleção, nenhum dos dois pacotes devem ser negociados até que a empresa faça uma oferta formal. E isto ainda que a empresa retire o tema desde o principio de uma maneira abrupta perguntando, por exemplo, Quanto quer ganhar?, em cujo caso é preferível diferir a resposta até que eles saibam se de verdade lhes interessa. Qual é o melhor momento para planejar o tema econômico? O seguinte gráfico explicará:

O melhor momento é entre a proposta de emprego e a assinatura do contrato. Antes seria demasiado cedo, depois demasiado tarde.

A negociação da primeira retribuição, na que, sua posição negociadora não é muito forte, é muito importante, e ao mesmo tempo muito difícil porque:

• não se trata só de dinheiro, o que se discute é o valor que você representa para a empresa; nesta negociação vai envolvido o auto-apreço;

• a retribuição que consiga será a base para calcular os futuros incrementos salariais;
O problema é que se pode pechinchar sobre o preço de um piso ou de um carro, porém quando se trata de nós mesmos, parece que nos da vergonha de argumentar, e isto não deve ser assim. No fim, se uma empresa te contrata não fará por caridade cristã nem por te fazer um favor. O fará por que:

• você sabe fazer algo que eles não sabem fazer;

• vai fazê-los ganhar mais dinheiro do que lhes vai custar;

• ao contratar a ti libera o seu chefe de uma tarefa que a ele ou a ela não gostaria, não sabe ou não quer fazer;

• seu chefe quer crescer, porém não poderá fazê-lo até que forme a pessoa que irá substituí-lo;

• etc.

Ou seja: se te contratam é porque lhes interessa.

Curso rápido sobre negociação

• Negociamos quando precisamos da outra pessoa, e a outra precisa de nós . A negociação é uma conseqüência da necessidade mútua.

• Quem mais necessita do outro tem que ceder mais para conseguir chegar a um acordo. Se você necessita desesperadamente do posto, e há muitos aspirantes com as mesmas ou parecidas intenções, a empresa tem a carta do jogo. Se a empresa leva tempo sem encontrar a pessoa que solucione seus problemas e sua formação e experiência vem como uma mão na roda.

• Numa negociação a informação é poder. Se você sabe que precisam de sua incorporação imediatamente, pode pressionar mais. Procura interar-te destes dados falando com pessoas próximas à empresa, tentando sondar os entrevistadores, etc.

• Do mesmo modo, não perde nada se sabem que esta em outros processos de seleção aparte daquele. Especialmente se a outra empresa é um competidor poderoso deles.

• A primeira oferta não é nunca a definitiva. A empresa oferece sempre menos do que está disposta a pagar. Não creia que as diferenças se pactuam sempre a meio caminho.

• Se te dizem, e comprovas, que só podem pagar-te tanto, procura conseguir outros benefícios extra-salariais: as vezes a empresa pagaria mais por ti, porém não quer que se enfadem outros empregados que cobram menos. Nesse caso se pode tentar conseguir um estacionamento, cursos de inglês a cargo da empresa, te pagar algo pelo transporte, se é que vive em outra cidade, etc.

• Se deduz que a empresa está disposta a pagar até R$ 24.000 anuais brutos, começarão oferecendo-te 18.000. Então, se te perguntam quanto quer ganhar, diga que as pretensões estão entre 22.000 e 28.000, depende do resto das condições. Deste modo, há uma boa base negociadora que garantira que a corda não vai se romper.

• Se te dizem que, de momento, não podem pagar mais que isso, mas que em breve alcançará a quantidade que pede, não vacile em perguntar quando e abaixo quais condições. Trata de converter uma promessa vaga num compromisso formal.

• Se te fazem una oferta definitiva e inegociável (não há nada definitivo nem inegociável), e se tem outras propostas, pode tentar apertar um pouco a ruela dizendo que te dêem alguns dias para contestar, até ver o que oferecem a outra empresa com a que também está negociando…

• Fique atento aos gestos da outra pessoa, a sua comunicação não verbal, que te farão conhecer se a proposta é de verdade definitiva, ou se estão dispostos a mover-se um pouco.

• Pensa que na esquizofrenia empresarial, tentarão que aceite o menos possível, porem se você é demasiadamente brando negociando te julgarão mal, por que: se não sabe negociar seu próprio salário, como diabos vai defender os interesses da empresa?

• Quando alcançar um acordo, o ideal seria que te mandem uma carta na que te fizeram uma oferta por escrito na que consta o nome do seu cargo, as principais funções e a retribuição. Como em 9 a cada 10 casos não vão fazê-lo, pode escrever-lhes uma carta no qual, depois de dá-lhes os agradecimentos, diga que, depois da reunião na que te fizeram a oferta que você aceitou, resuma-os estes aspectos, mais que nada para comprovar se tudo está correto, já que como tudo se tratou com palavra, você gostaria de verificar a exatidão de sua interpretação…

• Convence-te de que não obtém melhor soalário a pessoa de mais valia, senão a que melhor sabe negociar.

• De todos os modos, se acaso se trata de um primeiro emprego, mais importante que o salário é a formação, o poder se formar, assegurando e potencializando sua futura carreira dentro ou fora desta empresa.

Artigo Original: http://www.pucholyasociados.com/articulos.html

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