Analise o tempo em diversas cultura Belo Horizonte, Minas Gerais

Nós seres humanos codificamos nossa experiência sobre o tempo através de processos espaciais. O conceito de Linha do Tempo desenvolvido pela PNL faz ênfase nesta idéia linear do tempo. Veja mais no artigo abaixo.

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Analise o tempo em diversas cultura

Por Silvia Moner

Nós seres humanos codificamos nossa experiência sobre o tempo através de processos espaciais. O conceito de “Linha do Tempo” desenvolvido pela PNL faz ênfase nesta idéia linear do tempo. Está claro que cada um de nós processamos o tempo de uma maneira diferente, temos um sentido do tempo diferente e nos situamos a respeito dos eventos que marcam nossa vida ao longo do tempo de uma maneira característica própria. Na concepção do tempo também existem diferenças culturais e estas diferenças são as que se estudam neste artigo.

Há alguns anos fui com vários amigos de férias percorrer alguns oasis no deserto. A zona do deserto entre a Líbia, a Argélia e Túnis é uma zona militar, de difícil acesso burocrático, que abriga impressionantes oasis. Um oásis é um vergel no meio do deserto, do qual existe água em abundância. Seus habitantes vivem nos limites do oásis com o deserto e a imensa maioria nunca saiu fora, só conhecem seu próprio oasis.

Há Oasis de diferentes tamanhos, mas a maioria não tem mais de três Km de diâmetro. Minha grande surpresa foi descobrir o conceito que eles têm do tempo e do espaço. Para eles ir de um extremo ao outro do oásis era uma aventura, impossível de realizar andando. Se tinham que se deslocar mais de trezentos metros, aparelhavam os cavalos com toda a calma do mundo e era impossível saber quanto tempo lhes custaria retornar.

Efetivamente, para os árabes e os habitantes de territórios quentes, o tempo só acontece no presente, no aqui e agora. A concepção do passado e do futuro adquire para eles uma dimensão diferente que a que podemos ter em outras culturas. Como só existe o presente, qualquer hora é possível para atender uma entrevista e a falta de pontualidade (para nossa mentalidade, certamente) é permanente. Se você estabelece uma entrevista às cinco da tarde, por exemplo, as cinco da tarde abrange muito mais da hora em ponto, as cinco da tarde é qualquer hora a partir desse momento. Sua idéia de presente abrange o dia todo. Um árabe avaliará muito mais o fato de tratar com atenção a um hóspede amparado na sua casa, que acudir com pontualidade a uma entrevista.

Por sua vez, para os ocidentais, o tempo é uma sucessão de eventos lineares. As coisas ocorrem uma após a outra e tudo o que fazemos ao longo do dia temos que encarár nesta linha. Encantam-nos as agendas, a pontualidade e os horários rígidos. Chegar atrasado um minuto a mais em uma entrevista se considera má educação. Existe o passado e, certamente, o futuro. A metade dos ocidentais vive pensando no futuro e por isso nos encanta economizar, acumular, prevenir… A outra metade vive lembrando coisas do passado. Mas deixamos passar o presente.

O chamado tempo árabe, na PNL se denomina “tempo em”, enquanto que o tempo ocidental se chama “através do tempo”. Assim é: a Linha do Tempo “em” costuma situar-se de trás (passado) para frente (futuro), enquanto que “através” do tempo, a Linha do Tempo se situa da esquerda (passado) para a direita (futuro). No primeiro caso, “tempo em”, a pessoa não avalia o tempo em si mesmo, mas como algo que permite obter alguns resultados. A pessoa que funciona “através do tempo” avaliará seu tempo em si mesmo, independentemente dos resultados obtidos. Um profissional de “tempo em” cobrará seu trabalho pelos resultados, custe o tempo que lhe custar, enquanto um que funcione “através do tempo” cobrará seu trabalho pelo tempo investido, não pelos resultados.

Há diferenças culturais inclusive dentro dos mesmos países. Na Europa se notam muito estas diferenças. No norte, anglo-saxões, têm uma Linha do Tempo extremamente rígida. No sul, mediterrâneos com grandes influências históricas árabes, o tempo se dilui em um presente permanente. E se nos centramos em um só país, Espanha, por exemplo, as diferenças entre os habitantes do norte e os do sul são também evidentes. O mesmo ocorre entre os habitantes das cidades e os do campo. Uma das primeiras perguntas que fazia Milton H. Erickson a seus pacientes era se sua origem era camponês ou cosmopolita, já que dependendo deste fator ele deduzia sua concepção do tempo.

No entanto, este fator cultural do tempo se rompe em mil pedaços quando vemos que quando um árabe emigra a um país centro-europeu, por exemplo, se adapta perfeita e imediatamente à concepção ocidental do tempo. Terá algo a ver mais com o clima que a cultura? Este é um bom tema para um estudo. Mas o que está muito claro é que todos podemos mudar nossa concepção do tempo e podemos ser muito flexíveis, tudo o que se requeira para nos adaptar às diferentes situações que nos apresentam.

Tradução – www.suamente.com.br – Aprenda mais sobre sua mente!

Fonte: http://www.pnlnet.com/chasq/a/1768

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